DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXVIII)

Enquanto Eliel angustiava-se por não ter conseguido proteger Cibele; ela, por sua vez, era forçada a almoçar na companhia indesejável de Florêncio. Para tranquilizá-la, ele disse:

– O motivo de eu tê-la atraído para cá não foi para apressar a nossa união. Eu respeito o seu desejo de esperar o seu filho nascer antes de tornar-se minha esposa. Eu a atraí para cá com o propósito de dar-lhe a oportunidade de desfazer a imagem equivocada que a sua mente assustada erigiu a meu respeito. Para provar-lhe que estou sendo sincero, vou lhe revelar algo que Rovena contou-me: ela não é sua mãe verdadeira. O seu pai só se casou com ela porque precisava encontrar alguém de confiança que cuidasse de você.

Com a voz entrecortada, Cibele perguntou:

– Você sabe quem é a minha mãe?…

Ele respondeu:

– Não. O seu pai, para fugir às perguntas insistentes de Rovena, revelou apenas que ela vivia em outra dimensão.

Percebendo que Florêncio não tinha mais nada a acrescentar sobre aquele assunto que lhe interessara profundamente, Cibele manifestou o desejo de se retirar. Ele consentiu dizendo:

– Esta casa é enorme, e eu reservei um andar inteiro para assegurar-lhe comodidade e bem-estar. Eu lhe mostrarei o seu quarto e as outras dependências que poderá ocupar. Sinta-se como se estivesse em sua própria casa. Na verdade, esta será sua casa muito em breve. Lembre-se de que deverá descer sempre para as refeições, porque eu aprecio a sua companhia.

Sisi Marques
20/07/2014

NO PRÓXIMO SEGMENTO, NÃO PERCA A CONTINUAÇÃO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Grata,

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXVII)

Quando Eliel e Clara atravessaram o portal no porão de Anabel, surpreenderam-se ao contemplar o estado deplorável em que Tadeu se encontrava. Para confortá-lo, Eliel exclamou:

–Não se desespere! Eu prometo trazê-la de volta.

Tadeu confessou:

– Eu me deixei enganar… Eu não desconfiei nem por um momento que o beijo foi só uma distração que ela planejou para retirar do meu bolso a chave e a esfera sem que eu percebesse.

Clara disse:

– Não se culpe, porque foi ela quem conseguiu nos libertar.

Eliel endereçou um último olhar a Clara e a Tadeu antes de passar novamente pela abertura no piso e começar a descer a escada. Tadeu abaixou o alçapão e Eliel girou a chave para trancá-lo. Após descer a escada, ele atravessou o longo corredor que terminava em uma nova escada que conduzia ao segundo portal que permitia o acesso à floresta. O trajeto parecia interminável e Eliel, depois de trancar a passagem, girou seu anel para voltar à casa de Florêncio. Entretanto, só o que conseguiu foi decepcionar-se profundamente. Ele retornou e, após confessar a Tadeu a sua revolta e a sua impotência frente à astúcia de Florêncio, enfurnou-se em sua árvore.

Sisi Marques
05/07/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXVI)

Enquanto Tadeu se martirizava por sua ingenuidade e por seu descuido; Cibele já havia chegado à sua dimensão e confiara em sua magia para conduzi-la ao porão da casa de Florêncio. Não ficou surpresa ao encontrar Clara presa em uma das celas. Aproximando-se das pesadas barras de ferro que iam do chão ao teto, Cibele disse:

– Não se preocupe; muito em breve você estará em casa ao lado de Tadeu. Você viu Eliel?

Clara respondeu com a voz entrecortada:

– Ele está na cela ao lado. É com ele que você deveria estar preocupada.

Apreensiva, Cibele afastou-se para examinar a outra cela e sentiu o coração apertado ao ver Eliel caído em um canto. Ela perguntou:

– O que Florêncio fez a você?…

O olhar de Eliel fixou-se no rosto de Cibele, mas os seus lábios não se moveram.

Ela levantou a mão direita e estalou os dedos na esperança de conseguir abrir a cela. Decepcionou-se, porém, ao verificar que sua magia parecia inútil naquele lugar. Tentou abrir a cela de Clara do mesmo modo e decepcionou-se igualmente. Com o coração partido, ela subiu a escada para encontrar-se com Florêncio.

Cibele não se enganara… Ele estava sentado à mesa do salão de refeições e parecia estar aguardando a sua chegada. Ao vê-la entrar, ele exclamou:

– Finalmente, Cibele!… Sente-se e saboreie a refeição.

Ela disse:

– Apenas depois que você libertar Eliel e Clara. Por favor, Florêncio, retire o feitiço que colocou sobre Eliel e deixe-os ir. É a mim que você quer, e eu estou aqui.

Florêncio insistiu:

– Sente-se e saboreie o seu almoço. Tudo foi feito para agradar-lhe.

Com lágrimas nos olhos, ela perguntou:

– O que você fez a Eliel?!… Por que ele se deixou abater daquele modo?!… Ele não conseguiu nem ao menos falar comigo!…

Ele respondeu:

– O que eu fiz ao elfo não é nada se comparado ao que ele e Tadeu pretendiam fazer comigo. Consegue imaginar o que eu sentiria ao ser reduzido até caber em uma ânfora?!…O feitiço que lancei sobre ele foi criado especialmente para esta ocasião. A atmosfera desta casa será inóspita apenas a ele porque o feitiço visa atingir apenas elfos.

Alarmada, Cibele perguntou:

– Ficou maluco?!… Esqueceu-se de que meu filho também é um elfo?!… Se você não retirar esse feitiço agora mesmo, eu não poderei ficar aqui nem mais um segundo.

Esquadrinhando o rosto de Cibele, Florêncio concordou:

– Está bem. Eu confesso que me esqueci desse detalhe. Sente-se e comece a almoçar; eu irei ao laboratório para neutralizar a ação do encantamento.

Em vez de sentar-se à mesa, Cibele voltou ao porão para certificar-se de que Florêncio cumpriria sua palavra. Ela estava segurando a grade da cela com o olhar colado no rosto de Eliel quando o viu voltar ao normal lentamente. Após recuperar os movimentos e a voz, ele se aproximou para tocar as mãos de Cibele e dizer:

– Você não deveria ter vindo. Fez exatamente o que eu temia e, ao mesmo tempo, o que ele desejava que fizesse. Como o convenceu a retirar o feitiço?… O que prometeu a ele?…

Ela respondeu:

– Nada. Eu só disse que teria que ir embora porque temia que a ação do encantamento se estendesse ao nosso bebê. Concentre-se para que possamos abrir a cela através da união da nossa magia.

Cibele levantou a mão direita e estalou os dedos concentrando sua vontade na eliminação das barras enquanto Eliel usava sua magia com o mesmo propósito. Os dois sorriram e se abraçaram quando a grade desapareceu. No mesmo instante, ela sugeriu:

– Precisamos ser rápidos e fazer o mesmo para libertar Clara. Aqui estão a chave e a esfera. Não perca tempo… Assim que as barras desaparecerem, gire o anel e leve-a consigo.

Eliel, após beijar Cibele, afirmou:

– Eu só sairei daqui se você puder vir conosco. A nossa magia há de ser suficiente para transportar-nos.

Eliel e Cibele combinaram sua magia para libertar Clara. Abraçando Cibele, ele pediu a ela que segurasse a mão de Clara e girou o anel, mas decepcionou-se ao verificar que ainda estavam no mesmo porão de odor desagradável. Ele se entristeceu profundamente ao ouvir Cibele afirmar:

– De algum modo, Florêncio conseguiu neutralizar a minha magia. Pare de se preocupar comigo e tire Clara daqui. Você só poderá contar com a sua magia. Eu ficarei bem e nunca deixarei de amar você. Não perca tempo… Florêncio logo estará aqui!…

Antes de beijar Cibele novamente, Eliel prometeu:

– Eu voltarei para buscá-la.

Com o coração imerso em uma desventura sem fim, Eliel segurou a mão de Clara e girou o anel inutilmente. Cibele ordenou:

– Beije-a. Vamos, Eliel!… Abrace Clara e beije-a.

Contemplando o olhar assustado de Clara, ele perguntou:

– Você se importa?…

Abanando a cabeça, Clara disse:

– Não é você quem me assusta… É aquele bruxo!… Beije-me e tire-me daqui.

Após endereçar a Cibele um olhar repleto de carinho, Eliel abraçou e beijou Clara, e os dois desapareceram diante dos olhos marejados de Cibele. Ela se assustou e interrompeu o choro ao ouvir Florêncio batendo palmas. Virou-se e não conseguiu vê-lo. Ele certamente havia presenciado tudo, envolto pela magia da invisibilidade. Tornando-se visível aos olhos de Cibele, ele comentou:

– O elfo não conseguirá voltar porque eu lançarei o mesmo encantamento na parte exterior da casa. Podemos subir e almoçar agora que nos livramos de nossos problemas?…

Cibele não respondeu, e ele segurou em seu braço para forçá-la a acompanhá-lo.

FIM DO 36º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
13/06/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXV)

Enquanto Cibele percorria o caminho que a levaria à floresta; Tadeu, sentado no sofá da sala da árvore de Eliel, repassava em sua mente a lembrança dos dois últimos beijos que ofertara a Cibele. Começou a imaginar como o seu semblante deveria ser sereno durante o sono e contrapôs esse pensamento ao desespero que Clara deveria estar sentindo. Lembrou-se da chave e da esfera no bolso da calça e sentiu-se impotente por não poder fazer nada para libertá-la. Se não fosse por Eliel, ele mesmo ainda estaria preso no porão do castelo da mãe de Cibele. Tadeu colocou a mão no bolso para retirar os dois objetos e contemplá-los. Alarmou-se, porém, ao tatear o interior do bolso vazio. Levantou-se e foi ao quarto de Cibele. A cama não tinha sido desfeita e o quarto estava vazio. Com o semblante marcado pelo desespero e pela decepção de ter sido enganado, ele utilizou a magia do anel de Crisélia para conduzi-lo ao porão. Ao ver o tapete fora do lugar, ele não teve dúvida: Cibele apenas o beijara com a intenção de distraí-lo para conseguir apoderar-se da chave e da esfera. Tadeu sentiu-se um tolo e permitiu que as lágrimas corressem livres pelo seu rosto. Ele sentou no chão pesadamente e ficou com o olhar perdido no alçapão invisível que o separara de seu único amor.

FIM DO 35º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
12/06/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXIV)

Quando Tadeu retornou utilizando a passagem que dava para o porão da casa de Afrânio e Anabel, foi à minha casa porque acreditou que era lá que Cibele deveria estar. Preocupou-se ao ouvir Crisélia dizer:

– Cibele é teimosa, e eu não consegui convencê-la a esperar aqui até Eliel voltar.

Tadeu, aflito, perguntou:

– Você poderia me emprestar o anel de Felizardo?

Crisélia respondeu:

– Eu não posso emprestá-lo sem o consentimento dele. É melhor você utilizar o meu. Afinal, esta não seria a primeira vez.

Crisélia entregou o anel a Tadeu e ele, agradecido, beijou-lhe o rosto e desapareceu com o semblante irradiando preocupação. Ao aparecer na sala da árvore de Eliel, Tadeu encontrou Cibele sentada na escada, chorando. Surpresa com sua visita, ela desceu e caminhou em sua direção para abraçá-lo. Perguntou:

– Onde está Eliel?!… Onde está Clara?!…

Tadeu, conduzindo-a ao sofá, disse:

– Sente-se… Precisamos conversar… Clara não está no castelo de sua mãe. Florêncio levou-a para a casa dele. Eliel foi até lá e pretende usar a magia da invisibilidade para localizá-la e trazê-la de volta. Não há nada que você ou eu possamos fazer no momento. Ele desfez a conexão entre as árvores para que você não pudesse segui-lo.

Cibele sentiu-se atordoada com a revelação de Tadeu. Imaginando que ele estivesse de posse da chave e da esfera, ela se levantou antes de dizer:

– Receio que Eliel esteja certo… Eu não devo e não quero voltar àquela dimensão. Se você soubesse como foi horrível!…

Tadeu levantou-se e abraçou-a enquanto perguntava:

– Conte-me o que aconteceu. Entre nós não há segredos.

Cibele confidenciou:

– Eu estava energizando as poções da minha mãe quando pensei ter ouvido a voz de Clara pedindo a minha ajuda. Fui ao porão e abri a porta com a minha magia. Entrei na cela para confortá-la. A porta fechou-se e, para o meu desespero, eu me vi presa em uma armadilha: não era Clara e sim Florêncio quem estava naquela cela. Ele me segurou e queria me forçar a beijá-lo. Felizmente Eliel, envolto pela magia da invisibilidade, conseguiu abrir a cela e proteger-me com o brilho intenso de sua energia. Florêncio afastou-se, e eu usei a magia do anel para conduzir-me à árvore de Eliel naquela dimensão.

Exalando preocupação, Tadeu perguntou:

– Foi por esse motivo que vocês voltaram?…

Cibele murmurou:

– Sim. Eu fiquei apavorada e tremo só de lembrar como foi terrível ter sido atraída para aquela armadilha!

Cibele, olhando nos olhos de Tadeu, começou a enrolar uma mecha de seu cabelo por entre os dedos. O seu olhar convidava-o a beijá-la, e ele, com o coração embalado pelo calor da paixão, beijou-a ternamente. Enquanto o abraçava, ela retirou uma das mãos que estava apoiada em suas costas e estendeu-a para atrair com sua magia a chave e a esfera. Ainda beijando Tadeu, ela fechou a mão para esconder parcialmente os dois preciosos objetos. Quando o beijo terminou, sentindo remorso por tê-lo beijado apenas para distraí-lo e conseguir obter a chave e a esfera, ela mergulhou em seus olhos enquanto dizia:

– Nós nunca paramos no primeiro beijo…

Cibele surpreendeu-se ao ouvi-lo comentar magoado:

– Você não conseguirá encontrar nos meus olhos o que o seu coração procura. Sou eu que estou diante de você e não Eliel.

Receando que aquela fosse a última vez que contemplaria o rosto amado de Tadeu, com a voz recoberta de ternura, ela murmurou:

– Não são os olhos de Eliel que estou buscando neste momento. Beije-me, Tadeu… Beije-me como se fosse esta a primeira e última vez.

Depois que o beijo terminou, ainda abraçada a Tadeu, ela disse:

– Sinto-me exausta. Eu gostaria de dormir um pouco; mas, sempre que fecho os olhos, assusto-me porque me vem à mente o rosto de Florêncio. Você ficaria aqui na sala enquanto eu vou para o quarto descansar?… Prometa-me que não sairá daqui, que não me deixará sozinha.

Tadeu afirmou:

– Quando você acordar, eu estarei à sua espera.

Cibele sorriu docemente e dirigiu-se ao quarto. Chegando lá, com o olhar assustado pelo temor de rever Florêncio, ela levantou a mão direita e estalou os dedos para que a sua magia a conduzisse ao porão da casa de Anabel. Afastando o tapete com sua magia, ela utilizou a esfera para descobrir o local exato onde deveria introduzir a chave. Ao girá-la, o alçapão tornou-se visível, e ela o levantou para ter acesso à escada. Após descer alguns degraus, Cibele levantou os braços para abaixar e trancar o alçapão.

FIM DO 34º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
08/06/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXIII)

Na manhã seguinte, quando Eliel e Cibele foram à nossa casa, Crisélia exclamou:

– Vocês aqui?!… Por que retornaram?…

Eliel, estranhando a reação de Crisélia, comentou:

– Imaginei que fosse ficar feliz em nos ver.

Anabel e Afrânio também estavam sentados à mesa. Foi Anabel quem perguntou:

– Quando vocês voltaram?

Eliel colocou o braço ao redor dos ombros de Cibele e enviou-lhe discretamente um olhar carinhoso antes de responder:

– Chegamos ontem à tarde, mas não pudemos vir avisá-los porque estávamos exaustos e precisávamos descansar. Saindo daqui, iremos à academia conversar com Tadeu. A propósito, Ermínio conseguiu a autorização para Derlo entregar-nos a ampulheta?… Eu receio que esse seja mesmo o único meio de deter Florêncio.

Afrânio comentou:

– O Conselho teme que a animosidade entre gênios e bruxos atinja proporções catastróficas caso a ampulheta seja usada contra Florêncio. Não podemos desencadear uma guerra simplesmente porque ele insiste em perseguir Cibele.

Eliel perguntou contrariado:

– O que Derlo tem a dizer a esse respeito?… Ele roubou o cajado da outra vez para ajudar Cibele a localizar-me. Eu duvido que ele se recuse a emprestar-nos a ampulheta por alguns dias. É só o tempo de modificarmos a sua frequência para conseguirmos obrigar Florêncio a entrar na ânfora.

Afrânio disse:

– Você não prestou atenção às minhas palavras. Florêncio é um bruxo; bruxos não são aprisionados em ânforas. Se ele fosse um gênio, a ordem natural não seria subvertida.

Eliel perguntou ainda:

– Por que você não pensou nisso antes de criar aquele bracelete para armazenar a energia de Florêncio?…

Cibele disse a Eliel:

– Discutir com Afrânio não mudará o parecer dos gênios. Vá encontrar-se com Tadeu. Ficarei esperando por você na nossa árvore.

Anabel revelou:

– Não adianta Eliel ir à academia, porque Tadeu não está lá. Ele voltou à sua dimensão para libertar Clara. Ontem ele ficou de buscá-la na casa de uma amiga e, quando ele chegou lá, a amiga disse que alguém, se fazendo passar por ele, havia telefonado dizendo que mandaria um táxi apanhar Clara. Tadeu não perdeu tempo; foi à minha casa e atravessou o portal localizado no chão do porão.

Cibele, com o olhar perdido no rosto de Eliel, comentou:

– Eu não deveria ter ignorado a sua sugestão de avisarmos Tadeu sobre a nossa chegada.

Para tranquilizá-la, ele afirmou:

– Está tudo bem. Eu irei ajudá-lo. E você ficará aqui até eu retornar.

Perguntei a Eliel:

– Acredita que a magia do seu anel será suficiente para levá-lo de volta?

Ele respondeu:

– Sim. Eu consegui estabelecer uma conexão entre a minha árvore e a árvore que passei a ocupar na outra dimensão.

Eliel despediu-se e desapareceu diante dos olhos aflitos de Cibele. Após retornar à sua árvore e girar o anel confeccionado com fibras da outra árvore, ele retornou a um dos cômodos subterrâneos que sua magia edificara na outra dimensão. Ele girou o seu antigo anel e sua magia conduziu-o ao porão do castelo. Tadeu estava preso em uma das celas. Após libertá-lo com sua magia, Eliel perguntou:

– Onde está Clara?…

Ele respondeu:

– A mãe de Cibele trancou-me aqui quando eu desci para procurá-la. Ela disse que Clara está na casa de Florêncio, e apenas Cibele poderá livrá-la do destino cruel que a aguarda. Onde está Cibele?… Não podemos permitir que ela vá à casa de Florêncio. Precisamos encontrar um modo de detê-la e, ao mesmo tempo, de libertar Clara.

Eliel, colocando a mão espalmada nas costas de Tadeu, aconselhou:

– É melhor não conversarmos aqui porque não sabemos se estamos sendo observados. Feche os olhos; eu girarei o anel que confeccionei com fibras da árvore desta dimensão.

Os dois já estavam em segurança na sala da árvore quando Eliel disse:

– Embora Cibele e eu tenhamos retornado ontem para a nossa dimensão, foi só esta manhã que tomamos conhecimento do desaparecimento de Clara e, consequentemente, da sua partida.

Tadeu comentou:

– Se Cibele descobrir que Clara está na casa de Florêncio, ela não hesitará em ir até lá. Ela sabe onde ele mora, porque a mãe dela obrigou-a a acompanhá-la algumas vezes. Infelizmente eu desconheço o caminho.

Eliel disse:

– Eu não preciso saber a localização da casa de Florêncio para que a magia do meu anel me leve até lá. Você não poderá me seguir, porque eu pretendo utilizar a magia da invisibilidade para encontrar Clara. Volte para a nossa dimensão para evitar que seja apanhado novamente. Eu preciso desfazer a minha ligação com esta árvore. Esse é o único modo de impedir que Cibele utilize a conexão entre as árvores.

FIM DO 33º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
12/05/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXII)

Cibele deixou a cela e girou o anel para ir ao encontro de Eliel. Os dois chegaram à sala da árvore quase no mesmo instante. Abraçando-a, ele disse:

– Não podemos continuar nesta dimensão. Isso foi só uma amostra do que ele é capaz de fazer. Feche os olhos e concentre-se na magia do nosso amor para que possamos retornar ao nosso verdadeiro lar.

Cibele, ainda abraçada a Eliel, fechou os olhos, e ele a beijou. Ao abrir os olhos e contemplar o ambiente ao seu redor, ela exclamou:

– Você não imagina o quanto eu estava com saudade deste nosso paraíso!

Cibele preocupou-se quando Eliel confidenciou:

– Eu despendi muita energia e preciso me refazer. Vá à casa de Crisélia e avise Tadeu que retornamos. Se ele não estiver lá, procure-o na academia. A propósito, se tiver que beijá-lo, que seja uma única vez.

Cibele sorriu e beijou Eliel. Beijou-o novamente e tornou a beijá-lo. Ele sorriu, e o seu olhar envolveu-a completamente. Parecendo ter se esquecido de que Eliel sugerira que ela fosse se encontrar com Tadeu, Cibele, com o coração aquecido pela paixão, entregou-se de corpo e alma àquele momento mágico.

FIM DO 32º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
11/05/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXI)

Três dias se passaram antes que a mãe de Cibele dissesse:

– Eu gostaria que você fosse ao laboratório energizar as poções.

Cibele dirigiu-se ao laboratório enquanto Eliel, protegido pela magia da invisibilidade, deixou o castelo e foi à árvore recarregar suas energias. Ela mal começou a realizar a enfadonha tarefa, uma voz familiar ecoou em sua mente. Na imaginação de Cibele, era Clara quem lhe pedia ajuda. Sem pensar na possibilidade de estar sendo atraída para uma armadilha, ela utilizou sua magia para descer ao porão. Preocupada, aproximou-se de uma das celas e, ao ouvir um choro baixo e intermitente, ela disse:

– Clara, por favor, não chore. Eu prometo que tudo ficará bem.

Cibele destrancou a porta com sua magia e entrou na cela para confortar Clara. Sobressaltou-se, porém, quando a porta bateu e tornou a se fechar. Ela exclamou:

– Que estranho!… O pior de tudo é que acabei ficando presa também… Eu só consigo abrir a cela do lado de fora. Mas não se preocupe porque Eliel sentirá a minha falta e virá nos libertar.

Cibele, enrolando por entre os dedos uma mecha do cabelo de Clara, perguntou:

– Consegue se lembrar de como chegou até aqui?…

A mão que parecia ser de Clara segurou o pulso de Cibele e apertou-o para que ela não conseguisse escapar. Assustando-se com a inesperada reação, Cibele exclamou:

– Solte-me, por favor! Você está machucando o meu braço!

Contemplando o rosto de Clara, ela sentiu uma vertigem ao verificar a transformação que se desenrolou bem diante de seus olhos: era Florêncio e não Clara. Ele afirmou:

– Você não tem como fugir e, depois deste nosso encontro, eu controlarei a sua mente para que você nunca pense em me deixar.

Com lágrimas nos olhos, Cibele implorou:

– Por favor, deixe-me sair… Solte-me!…

Cibele debatia-se no abraço de Florêncio para impedir que ele a beijasse… Para espanto de Florêncio, porém, a porta abriu-se e uma luminosidade verde envolveu Cibele e o seu brilho intenso obrigou-o a se afastar. Ele perguntou:

– Como o elfo consegue protegê-la se não está mais nesta dimensão?

Cibele, para que Florêncio não desconfiasse da presença de Eliel e de sua capacidade de tornar-se invisível, mentiu:

– Sou eu que estou emitindo esta energia que o repele. Eliel ensinou-me a extrair o máximo da minha magia. Deixe-me em paz e nunca mais ouse aproximar-se!

FIM DO 31º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
02/05/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXX)

Na manhã seguinte, Cibele pediu a Tadeu que a acompanhasse à árvore favorita de Eliel naquela dimensão. Quando os dois se aproximaram, ele os aguardava e entregou a Cibele um anel feito com fibras daquela árvore. Ele disse:

– Eu girarei o meu anel, e você girará o seu para que possamos nos encontrar no nosso novo lar temporário.

Sorrindo, Cibele girou o anel, e os dois desapareceram diante dos olhos apaixonados e enciumados de Tadeu. Naquele momento, ele tomou a decisão de nunca mais ser um obstáculo à felicidade de Cibele. Ele retornou ao porão para apanhar a chave, a esfera e o bracelete; e, sem se despedir, partiu com o coração mesclado de amor e desesperança.

FIM DO 30º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
02/05/2014

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DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXIX)

Minutos antes do jantar, Tadeu bateu à porta do quarto de Cibele para dizer:

– Sua mãe falou para você descer dentro de meia hora. Florêncio já está lá, dando palpites no jantar. Para punir-me por ficar ouvindo o que ela dizia a você, ela mandou que eu a acompanhasse a uma de suas reuniões.

Cibele perguntou:

– Eliel também irá?!

Tadeu, com o olhar fixo no rosto de Cibele, comentou:

– Ele foi embora. Disse que jamais poderia sujeitar-se a viver nesta dimensão.

Cibele, com lágrimas nos olhos, murmurou:

– Eu só posso contar com você. Perdoe-me por ter dito aquelas coisas horríveis. Eu sei que me zanguei à toa, porque Eliel não agiu de má fé. Infelizmente eu não poderei dizer isso a ele.

Num movimento quase imperceptível, Tadeu entregou um bilhete a Cibele e afastou-se. Ela trancou a porta do quarto e leu e releu várias vezes o bilhete de Eliel. Com o coração renovado pela esperança, ela repassava em sua mente as palavras carinhosas e sentia-se tranquila, porque sabia que não estaria sozinha com Florêncio. Eliel recorreria à magia da invisibilidade para poder permanecer ao seu lado.

Quando Cibele desceu, Florêncio foi ao seu encontro para recebê-la. Ele perguntou:

– Tadeu contou-lhe sobre a partida de Eliel? Eu o superestimei… Imaginei que ele fosse ficar e lutar pelo seu amor, mas não foi o que aconteceu.

Durante o jantar, Cibele limitou-se a dizer o necessário. Seu olhar vasculhava o vazio na esperança de constatar a presença de Eliel. Sentia-se mal na companhia de Florêncio, e o seu coração ansiava pelo término de sua estadia naquela dimensão.

Após longos minutos de silêncio, ela ousou perguntar:

– Se eu me cansasse desse jogo de gato e rato e decidisse ir embora, o que você faria para me deter?…

Florêncio respondeu com a voz encharcada de ironia:

– Para detê-la, nada. Para convencê-la a voltar, eu traria para esta dimensão a sua amiga Clara.

Cibele levantou-se e expressou o seu desejo de se retirar. Florêncio disse:

– Sente-se. Por que a pressa se a noite está apenas começando?…

Cibele não mentiu quando afirmou:

– Eu me sinto indisposta.

Florêncio disse com a voz pausada:

– Vá, Cibele. Você tem a minha permissão para se retirar. Mas não se esqueça: amanhã eu virei para orientar Tadeu na preparação de uma refeição bem nutritiva. Você precisa se fortalecer durante a gravidez.

Cibele, afastando-se da mesa da sala de jantar, disse:

– Eu aprecio e agradeço a sua preocupação comigo e com o meu bebê.

Ela sentiu o coração estremecer quando Florêncio apressou-se em corrigi-la:

– O nosso bebê, Cibele. Agora que Eliel partiu e desistiu do seu amor, eu estou inclinado a assumir a paternidade do seu filho.

Cibele sofreu uma vertigem e teria caído se Eliel não a tivesse amparado. Ela subiu a escada sentindo o toque macio e quente da mão de Eliel segurando a sua. Enquanto eles atravessavam o corredor, ele colocou o braço ao redor de seus ombros e sussurrou:

– Não fale e não faça nenhum movimento que denuncie a minha presença, nem mesmo quando estivermos em seu quarto. Eu ficarei ao seu lado velando o seu sono. Amanhã, vá àquela árvore que me atraiu mais do que todas as outras, e você terá uma surpresa.

FIM DO 29º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
06/04/2014

NO PRÓXIMO SEGMENTO, NÃO PERCA A CONTINUAÇÃO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Grata,

b carimbo 1

Que os seus sonhos se realizem!

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