AS MÁSCARAS DE GERÂNIO

GERÂNIO   (Desenho de KETLYN MAYLA)

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                                                  AS MÁSCARAS DE GERÂNIO

Gerânio era um homem bem dissimulado.
Quem o conhecia, em sua palavra, não acreditava.
Mas quem ainda não havia provado do veneno
De seus disfarces; de sua falsidade, não escapava.

Gerânio nascera para ser ator,
Mas o seu palco era a vida.
Ele tanto mentia que depois
Não se lembrava mais
Do que dissera.

Mas isso não o embaraçava,
Porque ele tornava a mentir.
Mas, certo dia, Gerânio
Mentiu para uma bruxa,
E ela o enfeitiçou.

Toda vez que ele mentia,
A expressão que ele fazia,
Em máscara se transformava,
E, no chão, ela caía.

Todo sem graça por ter sido
Apanhado em sua mentira,
A máscara, ele recolhia
E, de fininho, ele saía.

Mas Gerânio não tinha jeito
E, da situação, tirou proveito:
As máscaras para o carnaval,
Ele começou a vender.

Esta história parece mentira,
Mas a lojinha de Gerânio
Floresceu da noite para o dia.
Se você não acredita,
Eu posso levá-lo até lá.

Sisi Marques

Obs.: Este poema foi originalmente publicado no Blog Respirar Histórias, na categoria POEMAS QUE CONTAM HISTÓRIAS.

Sobre Sisi Marques

Sou apaixonada pelos personagens e pelas histórias que povoam a minha imaginação. Amo escrever, porque é através da escrita que consigo registrar os momentos maravilhosos que essas realidades mágicas me proporcionam.
Esta entrada foi publicada em SISI MARQUES e CAETANO, um de seus personagens. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

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