DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XXXI)

Três dias se passaram antes que a mãe de Cibele dissesse:

– Eu gostaria que você fosse ao laboratório energizar as poções.

Cibele dirigiu-se ao laboratório enquanto Eliel, protegido pela magia da invisibilidade, deixou o castelo e foi à árvore recarregar suas energias. Ela mal começou a realizar a enfadonha tarefa, uma voz familiar ecoou em sua mente. Na imaginação de Cibele, era Clara quem lhe pedia ajuda. Sem pensar na possibilidade de estar sendo atraída para uma armadilha, ela utilizou sua magia para descer ao porão. Preocupada, aproximou-se de uma das celas e, ao ouvir um choro baixo e intermitente, ela disse:

– Clara, por favor, não chore. Eu prometo que tudo ficará bem.

Cibele destrancou a porta com sua magia e entrou na cela para confortar Clara. Sobressaltou-se, porém, quando a porta bateu e tornou a se fechar. Ela exclamou:

– Que estranho!… O pior de tudo é que acabei ficando presa também… Eu só consigo abrir a cela do lado de fora. Mas não se preocupe porque Eliel sentirá a minha falta e virá nos libertar.

Cibele, enrolando por entre os dedos uma mecha do cabelo de Clara, perguntou:

– Consegue se lembrar de como chegou até aqui?…

A mão que parecia ser de Clara segurou o pulso de Cibele e apertou-o para que ela não conseguisse escapar. Assustando-se com a inesperada reação, Cibele exclamou:

– Solte-me, por favor! Você está machucando o meu braço!

Contemplando o rosto de Clara, ela sentiu uma vertigem ao verificar a transformação que se desenrolou bem diante de seus olhos: era Florêncio e não Clara. Ele afirmou:

– Você não tem como fugir e, depois deste nosso encontro, eu controlarei a sua mente para que você nunca pense em me deixar.

Com lágrimas nos olhos, Cibele implorou:

– Por favor, deixe-me sair… Solte-me!…

Cibele debatia-se no abraço de Florêncio para impedir que ele a beijasse… Para espanto de Florêncio, porém, a porta abriu-se e uma luminosidade verde envolveu Cibele e o seu brilho intenso obrigou-o a se afastar. Ele perguntou:

– Como o elfo consegue protegê-la se não está mais nesta dimensão?

Cibele, para que Florêncio não desconfiasse da presença de Eliel e de sua capacidade de tornar-se invisível, mentiu:

– Sou eu que estou emitindo esta energia que o repele. Eliel ensinou-me a extrair o máximo da minha magia. Deixe-me em paz e nunca mais ouse aproximar-se!

FIM DO 31º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
02/05/2014

NO PRÓXIMO SEGMENTO, NÃO PERCA A CONTINUAÇÃO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Grata,

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Que os seus sonhos se realizem!

Sobre Sisi Marques

Sou apaixonada pelos personagens e pelas histórias que povoam a minha imaginação. Amo escrever, porque é através da escrita que consigo registrar os momentos maravilhosos que essas realidades mágicas me proporcionam.
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