DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XVII)

Foi somente à tarde que Tadeu teve a coragem de dizer a Cibele:

– Você precisa ser forte para ouvir o que eu tenho a dizer: o bolo que você gostou tanto foi um presente de Florêncio.

Cibele exclamou:

– É impossível! Como ele conseguiu ter acesso a esta casa?!…

Foi Clara quem respondeu:

– Não sabemos. Encontramos este cartão entre a toalha e a bandeja.

Cibele recusou-se a segurar o cartão, e Clara entregou-o a Eliel. Abraçando Cibele, ele disse:

– Você precisa redescobrir a força e a coragem que residem em seu interior. A sua magia é superior à dele, porque irradia generosamente de seu coração. Florêncio só está tentando atemorizá-la para enfraquecê-la. Se você se permitir cair na armadilha, ficará imobilizada e perderá a disposição para a luta. Se você demonstrar altivez, ele terá que ceder porque será desmascarado por sua própria covardia. Lembre-se: o poder de Florêncio será proporcional à sua capacidade de saber lidar positivamente com a situação. Faça do nosso amor a sua fortaleza: eu serei o seu escudo e não permitirei que mal algum lhe aconteça. Só lhe peço um favor: controle a sua impulsividade e não aja sozinha.

Tadeu, permitindo-se aproximar de Cibele, afirmou:

– Eliel está coberto de razão. Aí está um ponto crucial: enquanto Florêncio age de forma calculada e precisa, você é impulsiva e age sem pensar. Não podemos simplesmente reagir às suas investidas; precisaremos unir os nossos esforços para criarmos um plano que possa derrotá-lo definitivamente. Aconteça o que acontecer, prometa não tomar a iniciativa de ir àquela dimensão sozinha.

Permitindo-se olhar nos olhos de Tadeu, Cibele disse:

– Nós dois sabemos qual será a estratégia que ele usará para atrair-me. Eu não posso permitir que a história se repita.

Assustada, Clara perguntou a Tadeu:

– Sobre o que vocês estão falando?! Eu sonhei com esse tal de Florêncio à noite anterior!… Você acredita que ele seria capaz de me retirar desta dimensão para forçar Cibele a voltar?!

Foi a própria Cibele quem respondeu:

– Infelizmente sim. Mas não se preocupe, porque eu farei o que for preciso para tirá-la de lá.

Cibele assumiu a única defesa que conhecia: seu porte altivo e sua máscara de gelo. Clara estremeceu ao olhar para ela e lembrar-se de seu sonho. Cibele aproximou-se para abraçá-la, mas Clara recusou o seu abraço e subiu a escada correndo para refugiar-se no quarto.

Cibele disse a Tadeu:

– Ela precisa de você. Não a deixe sozinha.

Depois, endereçando um olhar indefinível a Eliel, Cibele confessou:

– Se você continuar me olhando desse jeito, eu não conseguirei manter o meu disfarce. Como posso ser forte se me desmancho com o toque do seu olhar?… Eu não quero voltar a ser quem eu era. Eu preciso do seu amor para continuar a ser quem sou.

Eliel aproximou-se para abraçá-la, e Cibele desfez-se em lágrimas.

FIM DO 17º CAPÍTULO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Sisi Marques
23/02/2014

NO PRÓXIMO SEGMENTO, NÃO PERCA A CONTINUAÇÃO DA PARTE 4 (DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS) DE “REALIDADE MÁGICA – LIVRO 2”.

Grata,
Sisi Marques

Que os seus sonhos se realizem!

Sobre Sisi Marques

Sou apaixonada pelos personagens e pelas histórias que povoam a minha imaginação. Amo escrever, porque é através da escrita que consigo registrar os momentos maravilhosos que essas realidades mágicas me proporcionam.
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2 respostas a DE VOLTA À DIMENSÃO DAS BRUXAS (Capítulo XVII)

  1. Ketlyn Mayla disse:

    Amando a história *-*

  2. Sisi Marques disse:

    Fico muito feliz, Ketlyn, em saber que você também se apaixonou por Realidade Mágica.
    Obrigada, amiga. Beijos

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